domingo, 27 de abril de 2008

Eu sou infeliz.
Beijos.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Sigilo

Eu quero mudar meu blog de endereço, mas não queria perder todas as postagens antigas.

:(

É que agora eu falo bastante da minha cidade, do meu trabalho, da faculdade... E me identificar é perigoso.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

SOS Emergency

Daí aconteceu que, de repente, percebi que o cara já me olhava como se esperasse que eu fosse olhar pra ele. Ai que vergonha! E isso acontecia quando ele ia lá em cima, quando eu vou lá em baixo, quando estou indo embora e passo pelo refeitório onde ele almoça, enfim... Foi surgindo uma tensão e eu já saquei que ele também curte o babado. Nos últimos dias, cheguei a comentar sobre o caso com outra colega, a Fernanda, já da minha idade e que também acha o cara tudo de bom. Aí ficamos naquela coisa de um chamar a atenção do outro quando ele aparece na Central, essas brincadeiras bobas.

Hoje, como de costume, ele foi falar com o operador logo cedo, lindo! No canto dos atendentes, ficamos só nos cochichos e, quando ele saiu, a Maria resolveu puxar conversa com o operador. Fez perguntas sobre o pessoal da empresa, sobre quem tava entrando e quem tava saindo, quem era concursado e quem era contratado, etc. Como quem não queria nada, comentou sobre "esse moço que acabou de sair aí....", mas foi o bastante pro operador logo falar:

- Tava demorando, eu sabia que você só puxou esse assunto pra falar sobre ele!

Vê se pode? kkkkkk... Maria ficou sem graça e se fez de desentendida, mas o operador não se conteve:

- Mas é chimbota, viu?

- Como assim, "chimbota"? - ela perguntou.

- Chimbota - ele dizia rindo, não sabe o que é não?

Eu comecei a desconfiar...

- Ximbota, com xis? - Maria continuava o diálogo.

- Haha, pode ser, mas com xis fica MAIS ximbota ainda!!

Aí eu tive certeza. Ele foi mais claro dizendo "bambi", então a Maria disse que isso não importa e continuou disfarçando.

Enfim, hoje tive a confirmação, embora já tivesse praticamente certeza. Maria e Fernanda que me desculpem, haha! Porém, isso não representou nenhum grande avanço. Não acho que eu esteja perto de conhecê-lo. Estamos em posições muito distantes, sou um simples atendente! E homens bonitos assim sempre têm namorado.

E ele é lindo, viu? Não é desses bonitos comuns que se vê nem mesmo de vez em quando em bares ou boates. É coisa de cinema! Parece o Super Homem.
Ai, como eu sofro.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Meu novo corte de cabelo

Aí está:

{foto censurada}

Tentei fazer algo diferente, mas quando seca ele fica assim. Super comum e me dando esse ar de garoto certinho, do qual eu me esforço tanto para escapar. Não que eu não seja ou não queira ser certinho, mas em questão de aparência eu gosto de ter um visual mais rebelde, com mais personalidade. Não gosto de parecer qualquer um.

A verdade é que minha auto estima está em crise, há tempos eu não me sentia tão feio quanto me sinto atualmente (mesmo antes do corte). Vejo fotos de dois anos atrás e vejo o quanto eu parecia mais jovem, despreocupado, com o queixo menor, o nariz menos toro, cara de garoto com boas expectativas para o futuro.
Certas coisas eu não posso mudar, mas pelo menos o cabelo (segura que lá vem jargão) cresce. E o meu cresce super rápido.
Beijos!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

CRASH, BOOM BANG!

Quando eu falo que minha vida parece seriado, não é brincadeira. Hoje vou contar pra vocês o season finale da temporada 2007/02, que não contei na época porque estava muito abalado. Hoje, acho que já estou preparado para narrar.

Dezessete de dezembro. A ansiedade para saber no que daria minha relação com o Jorge persistia, mesmo após dias sem nos falarmos. Eu desconfiava de que ele não queria mais nada, mas evitei tirar conclusões por conta própria, queria ouvir dele mesmo uma resposta definitiva. E aquele poderia ser o grande dia, o dia da cerimônia de encerramento do semestre letivo, com premiações para alunos, professores e funcionários. Ele certamente iria, apesar de já ter se formado, pois adorava essas eventualidades.
Quando cheguei, todo arrumado e perfumado, fui ao encontro da minha amiga Bruna e logo percebi que o Felipe já me observava de longe. Fiquei constrangido, sem saber como agir diante de sua pouca discrição, mas adorando. E não era nisso que eu devia me concentrar. Em seguida, chegou meu amigo Paulo Henrique e ficamos conversando. Contei sobre o que vinha acontecendo entre Xorxe e eu, até que o próprio chegou. Foi direto falar com seus amiguinhos popstars com os quais eu não simpatizo, mas depois pediu licença e fez questão de vir falar comigo. Jogou um olho torto pro Paulo Henrique que eu adorei, depois cumprimentou a Bruna e eu e ficamos ali, sem assunto e sem saber o que falar. Fui fazendo perguntas bobas sobre seu trabalho, expectativas para agora que ele estava se formando, mas nada soava muito natural. E ele não parecia preocupado. E eu não sabia como interpretar aquele descaso.
Anunciaram o início do evento e entramos no auditório, mas ele foi se sentar com os popstars, longe de nós. A cerimônia de premiação foi xoxa, a única coisa legal foi que meu colega Weber ganhou o prêmio de melhor trabalho do sexto período, mas de resto os amiguenhos do Xorxe tiveram destaque a noite toda, uó.
Quando acabou, não falei com ele e fui indo embora, angustiado, sem saber se ele queria carona (eu lhe dava carona sempre), mas então parei e decidi não desistir assim. Voltei lá, mas não o encontrei, então fui embora mesmo. Quem sabe eu não o encontraria andando no caminho?
Fui dirigindo super devagar, olhando pros lados, mas nada. Cheguei na porta do prédio dele (que fica no meu caminho) e resolvi estacionar. A qualquer hora ele chegaria, não? Aí eu o chamaria para conversar. Então fiquei esperando. Começou a demorar, então coloquei o meu CD da trilha sonora de One Tree Hill para ouvir. Mais de uma hora depois, quando ouvia a 15ª música, nada dele chegar, então resolvi mandar uma mensagem pelo celular: "Não sei o que acontece quando nos encontramos (me referindo à falta de assunto), mas eu ainda penso em você (pra dizer que eu ainda me sentia como antes, quando nós dissemos um ao outro que pensávamos no outro o tempo todo)". O CD acabou, o tempo passou e ele nem respondeu. Desisti. Resolvi ir embora arrasado. Mas troquei o CD antes, coloquei uma coletânea que gravei com The Cure, The Smiths e The Bolshoi. Aliás, escolhi a música: Love song, do Cure. Conhecem? É linda.
Então fui dirigindo ao som de "whenever I'm alone with you/ you make me feel like I am home again" e aqueles efeitos sonoros.


Eu subia a Rua A prestes a fazer a conversão para pegar a Rua B. O sinal estava verde para mim e vermelho para quem descia a Rua A. Inclusive, havia carros na Rua A, acima da Rua B, parados diante do sinal vermelho. Assim, despreocupado, continuei meu caminho sem reduzir tanto a velociadade (que não era alta, uns 40km/h). Foi aí que, de repente, quando eu chegava à Rua B, ao som de "I will always... love you..." surge uma ciclista DO NADA, descendo a Rua A sem se preocupar se o sinal estava vermelho pra ela e verde pra mim. Ela não viu que eu fazia a conversão e BOOM! Eu me assustei tanto quando a vi que não consegui freiar. Vi aquela cara de espanto dela e esperei que ela desviasse do carro, como esses ciclistas sempre fazem - me dá uma raiva desses imprudentes e me deu raiva dela também. Mas ela não desviou. O carro bateu na bicicleta fazendo um som que eu consigo ouvir até hoje. Ela tentou se afastar, mas voôu para cima do carro, bateu com força no vidro e ele se arrebentou todo na minha frente. Freiei e ela continuou capotando por cima do carro, eu só a escutei rolando pelo teto e caindo no asfalto, lá atrás.

Fiquei desesperado sem acreditar que aquilo realmente estava acontecendo, fiquei fora de mim. Desci do carro transtornado e muitas pessoas já estavam próximas à menina, acreditando que ela estava morta. Ela gemia, sangrava um pouco e sua perna esquerda estava toda quebrada e horrivelmente torta para o lado. Peguei meu celular e liguei para o serviço de emergência onde trabalho (desde que comecei a trabalhar lá, sempre me perguntava se algum dia precisaria pedir uma ambulância), mas a cena do vidro se quebrando na minha frente se repetia na minha cabeça e eu repetia "que cena horrível", de olhos arregalados, enquanto torcia minha camiseta e percebia que meus braços estavam cheios de minúsculos cacos de vidro. Dentro do carro, os Smiths entravam como se nada tivesse acontecido, com uma música feliz.

Eu não conseguia acreditar que aquele dia acabava daquele jeito e nem sabia no que prestar atenção. Lembrava do Jorge, do meu sentimento de inferioridade no evento da faculdade, olhava para a menina no chão, me concentrava na ligação do meu celular, tudo estava muito obscuro.

*** Fim de temporada. ***